A prĂĄtica de capoeira estĂĄ intimamente ligada Ă mĂșsica, por ser esta uma arte completa que envolve o desenvolvimento fĂsico e as aptidĂ”es artĂsticas de seus praticantes. A capoeira desenvolve-se ao som de uma âorquestraâ muito particular e peculiar por natureza. Esta orquestra Ă© composta de berimbaus atabaque, pandeiros , atabaque e agogĂŽ e reco reco, sĂŁo estes instrumentos que acompanham as âcantorias da rodaâ.





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Existe uma hipótese que diz que o surgimento do coco se deu pela necessidade de concluir o piso das casas no interior, que antigamente era feito de barro. Existem também hipóteses de que a dança surgiu nos engenhos ou nas comunidades de catadores de coco.


Em relação ao Estado nordestino no qual teria nascido o coco ha muita discordĂąncia . Alagoas, ParaĂba e Pernambuco alternam-se nos textos existentes como provĂĄveis "donos" deste folguedo. Mas afinal, qual seria realmente o seu local de origem ? Eis aĂ uma lacuna a ser preenchida por aqueles mais curiosos, interessados e com espĂrito descobridor. No meio de tantas dĂșvidas, uma coisa Ă© certa: o coco tem origem Ă© no povĂŁo! Sobre a sua forma de expressĂŁo, os pesquisadores 'definem' muitos 'tipos' de coco. NĂŁo seria muito confiĂĄvel uma classificação diante da diversidade descrita por eles. O que observamos Ă© que as variaçÔes do folguedo ocorrem pelas mudanças de nomenclatura de uma regiĂŁo para outra, por algum aspecto na dança e, principalmente, pela diferença na mĂ©trica dos versos que sĂŁo cantados. Contudo, de maneira geral, o coco apresenta uma forma bĂĄsica: os participantes formam filas ou rodas onde executam o sapateado caracterĂstico, respondem o coro, e batem palmas marcando o ritmo. Muito comum tambĂ©m Ă© a presença do mestre "cantadĂŽ". A festa sempre inicia quando ele "puxa" os cantos, que podem ser de improviso ou jĂĄ conhecidos pelos demais. O coco pode ser dançado calçado ou descalço. Ele nĂŁo possui vestimenta prĂłpria. Para participar, as pessoas utilizam qualquer tipo de roupa.
Este folguedo, aparentemente, nĂŁo possui datas fixas para sua realização, ocorrendo em qualquer Ă©poca do ano, embora seja mais facilmente encontrado no perĂodo junino. Em seu aspecto musical, os instrumentos de percussĂŁo sĂŁo predominantes. GanzĂĄs, bombos, zabumbas, caracaxĂĄs, pandeiros e cuĂcas sĂŁo os mais encontrados nas descriçÔes dos folcloristas. No entanto, para se formar uma roda de coco, nĂŁo Ă© necessĂĄria a presença de todos estes instrumentos. A brincadeira muitas vezes acontece apenas com as palmas ritmadas dos seus integrantes. Dentre suas caracterĂsticas mais gerais podemos destacar o seu espĂrito comunitĂĄrio. Em um clima de muita alegria, homens, mulheres, crianças, de qualquer classe social, cantam, dançam e misturam-se sem nenhuma distinção. No que se refere Ă s suas influĂȘncias Ă©tnicas, a presença africana Ă© clara, principalmente no ritmo, e em certos movimentos da dança. Encontra-se tambĂ©m uma forte contribuição indĂgena observada nos movimentos coreogrĂĄficos, pois tanto a roda como a fileira sĂŁo heranças dos nossos nativos.